Postado em 14/03/2017

Mercado imobiliário aponta para retomada de crescimento em Teresina

Além de movimentar o setor imobiliário, a construção de novos empreendimentos vai gerar empregos na área da construção civil



Em qualquer rua de Teresina é possível observar a quantidade de imóveis disponíveis para venda e locação. Nos últimos anos o setor imobiliário foi um dos mais atingidos com a crise econômica que o pais enfrenta. O presidente Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí (CRECI), Nogueira Neto, está confiante mercado imobiliário apresentar melhoras em 2017.

“Em 2015 e 2016, devido à crise econômica e política, houve um alto índice de desemprego, inflação e consequentemente afetou os investimentos no mercado imobiliário. Muita gente investiu em imóveis e teve a diminuição da procura”, diz o presidente do Creci.

De acordo com Nogueira Neto, o cenário vai mudar neste ano, pois com a queda de taxa básica de juros e a inflação desacelerada no Brasil, as construtoras retornam os empreendimentos e as pessoas terão grandes oportunidades para adquirir o imóvel próprio.

“Teremos mais recursos para investir, ontem (13), a Caixa anunciou o valor de R$ 161 milhões para a construção de novos imóveis no Piauí para este mês. A expectativa é que o orçamento para este ano seja bastante positivo, há previsão de mais de R$ 1 bilhão sejam investidos em imóveis no Estado”, revela Nogueira Neto.

Além de movimentar o setor imobiliário, a construção de novos empreendimentos vai gerar empregos na área da construção civil.

A corretora de imóveis e especialista em avaliação e perícia imobiliária, Thátila Porto, diz que o mercado imobiliário deixou de ser um espaço dominado apenas por grandes investidores.

“O público que mais compra imóvel no momento, geralmente é composto por pessoas que buscam sua primeira moradia, as taxas de financiamento bancário são menores e facilitam a aquisição do primeiro imóvel e, dependendo da renda do cliente, este pode inclusive ganhar subsídio do governo federal, recebendo desconto no financiamento. Há casos em que o comprador também poderá utilizar o FGTS como pagamento da entrada, tanto para imóvel novo, como para imóvel usado. ”, explica a corretora.

Para reaquecer o setor, o Governo Federal adotou algumas medidas como redução das taxas de crédito pela Caixa Econômica Federal e o reajuste das faixas de renda e o limite de financiamento para o programa “Minha Casa Minha Vida” (MCMV). Outra medida foi o aumento do limite do imóvel que pode ser comprado com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), agora o trabalhador pode usar o FGTS em imóveis no valor de até R$ 1,5 milhão.

Segundo Thátila Porto, as vendas de imóveis particulares também vêm se destacando. “As transações vão desde financiamento bancário à negociação com outros imóveis mais em conta, ou bens móveis, que entram como uma parcial do pagamento, tudo vai depender do acordo entre as partes. As construtoras que fazem financiamento próprio estão facilitando cada vez mais as transações com sugestão de tabelas flexíveis de modo a se adequar no orçamento do cliente”, diz.

De acordo com os especialistas, o momento está propício para fazer bons negócios, porém, é importante buscar um profissional que seja qualificado e esteja devidamente inscrito no Conselho Regional de Corretores de Imóveis - CRECI, habilitado para intermediar as transações imobiliárias, evitando assim transtornos e prejuízos indesejáveis.


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